Casa de Saima, Baga, Garrafeira Tinto | 2008 vs 2015

Em 2018 numa prova de vários tintos da Bairrada de 2008, esta Baga da Casa de Saima foi a melhor. Aliás, sempre que foi para o meu copo este vinho de 2008 fez coisas que muito poucos fazem.

Desta vez foi igual, claro que esta Baga já mostra coisas diferentes desde a última vez, mas as coisas que mostra ainda são raras.

Eu tenho apenas mais uma garrafa dela mas na verdade não saio triste com isso, acho que este vinho está num ponto certo e esticá-lo mais no tempo pode trazer dissabores que vão aumentando à medida que o tempo passa.

Deixar este vinho mais tempo à espera pode significar fazê-lo perder o tanto e tão bom que ele agora tem.

Quanto ao 2015, embora seja sete anos mais novo, já não está no patamar do 2008, e por isso, também já não vai chegar ao patamar do 2008.

São dois perfis completamente diferentes.

O 2008 é como a sua cor, profundo, rico, dá-nos camadas e exige atenção camada após camada.

O 2015 é mais aberto na cor e como na cor o resto do vinho assume um patamar distante da capacidade exibida pelo 2008.

Ao nariz o 2015 não se mostra rico, mas a fruta vermelha ainda é bem visível. No corpo é que as coisas se complicam um pouco, este vinho perde em todas as categorias face ao 2008.

À medida que vamos vertendo a garrafa deste 2015, na superfície do vinho no copo e nas bordas do copo tocadas pelo vinho, fica uma espuma fina e umas bolhinhas pequenas numa quantidade que eu não me lembro de ver num tinto deste preço… E nem mais barato.

Quando ele saiu, vi coisas no 2015 num patamar acima da média. Claro que isso não significa longevidade.

Ainda assim tenho mais um par de garrafas deste vinho para confirmar tudo o que agora vi.


Saúde,
Dr. Ribeiro
Categorias: Pólvoras, Vinho Tinto

Prova

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