Conde de Santar, Branco 1978

Esta é daquelas garrafas em que a sorte é escassa e o azar abunda. Apanhar uma garrafa boa em vinhos com este idade é estar no sitio certo à hora certa e isso, é bem raro.

O vinho não estava maravilhoso, quer dizer, aromaticamente até estava, mas o corpo desceu alguns patamares na performance, ainda assim, estava muito capaz, para grande surpresa minha, muito capaz mesmo.

A cor puxava a um moscatel envelhecido em casco, e, o aroma, acompanhou esta ideia, estava uma completa maravilha, um autêntico moscatel com tudo o que isso tem de bom e, ainda por cima, limpo de carga alcoólica.

O corpo obviamente perdeu o fulgor de outros tempos, ainda assim, teve o suficiente, um pouco mais que o suficiente até, fez uma boa prova. No final, com tudo somado, este vinho fez uma companhia bem especial.

Aroma a precisar de respirar muito, mas depois assume um plano quase que “inacreditável”, tons melados, mel, um autêntico moscatel, canela, erva doce, erva seca, balsâmico de fundo muito muito suave a comprovar a pouca oxidação deste vinho. Corpo com energia já consumida pelo tempo, ainda assim tem o suficiente, fluido, ainda assim amplo, porte médio, sem amargos, sem azedos, sem quebras e a conseguir segurar uma prova boa. Mostra acidez num plano que justifica a duração dele até aos dias de hoje, final médio.


Saúde,
Dr. Ribeiro

Categorias: Pólvoras, Vinho Branco

Prova

  • 8.3/10
    Aroma - 8.25/10
  • 7/10
    Corpo - 7/10
  • 7.5/10
    Acidez, Taninos, Final - 7.5/10
  • 7.5/10
    Análise Geral - 7.5/10
7.6/10

Suporte para avaliação

10 – Magnífico
9 – Excelente
8 – Muito Bom
7 – Acima da Média
6 – Bom
5 – Razoável
4 – Aceitável
3 – Básico

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