Ouro, Marquês de Marialva Garrafeira Baga 97

Meus caros,

Caso gostem de vinhos jovens, irrequietos, irreverentes, então sigam para o próximo post porque este vinho que analiso de seguida, não é para vocês.

Vamos falar de um vinho que envelheceu relativamente bem, que chegou até aqui numa forma aceitável e para o qual creio não ser aconselhável atrasar muito mais a sua prova. Está na altura.

Há vários momentos onde cabem muito bem determinados vinhos velhos, e se alinham neste tipo de características então este Baga de 1997 é decididamente um vinho a experimentar. Se depois gostam, ou não, é impossível dizer… Acho que este vinho tanto poderá agradar a muita gente, como ser de recusa demasiado rápida para tantos outros.

Pessoalmente, acho que, para um Baga de 1997, esta garrafa tem determinadas características que consigo enquadrar numa tábua de queijos e enchidos, bem como em pratos de caça bem condimentados, nunca esquecendo, meus caros, que é um vinho de uma colheita de há 19 anos atrás.

Cor já a revelar tons acastanhados. Aroma com ameixa seca, trufa e terra húmida, ligeira erva seca – palha, acompanhados de algum cedro. Corpo bem ligado, não dispara mas também não decresce, com estrutura consegue manter-se durante algum tempo a um bom nível enquanto força a sua descodificação. Taninos bem vivos e bem rugosos, com acidez bem palpitante.

Um conjunto de características bem interessantes, embora vos confesse que devem esperar com um vinho carregado de “parâmetros velhos e mudados pelo tempo”.

Saúde,
Dr. Ribeiro

Categorias: Pólvoras, Vinho Tinto

Prova

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