Quinta Vale da Raposa, Grande Escolha Tinto 2003 

Este Grande Escolha 2003  fez uma boa parte daquilo que era esperado do Quinta da Gaivosa 2005  e também do Quinta da Gaivosa Vinha de Lordelo 2005. Esta comparação vale apenas para a performance de prova, não vale para a identidade dos vinhos, como é óbvio.

Este Grande Escolha 2003 confirma tudo o que vi naquelas garrafas de Gaivosa 2005 e Gaivosa Vinha de Lordelo 2005, confirma que os acidentes acontecem, até aos melhores… É bom nunca o esquecer. Foi guardado ao lado deles, vieram do mesmo sítio, e embora este 2003  tenha custado menos, muito menos, fez o que esses dois de 2005 não foram capazes de fazer.

Este Grande Escolha 2003 conseguiu carimbar agora em 2020  uma muito boa prova, não ao nível do carimbo dado há duas semanas pelo Alves de Sousa Reserva Pessoal 2005, mas não ficou longe.

No fim, o conjunto deste 2003  chegou ao patamar do muito bom, mas precisou de tempo e espaço, decantou quase duas horas e mostrou uma janela ideal de hora e meia para o provar no seu máximo, a partir daí começou a perder o que de melhor tinha mostrado, a harmonia começou a desatar-se.

Não é a primeira vez que uma situação destas me acontece, e não deverá ser a última. Parece que certos vinhos precisam de tempo para estabilizar e depois aguentam o seu máximo apenas durante uma janela de tempo, que pode até nem ser muito longa. Acho que são detalhes como este que tornam a coisa interessante.

Aroma a assustar muito na fase inicial da decantação, duas horas de ar e de espera conseguiram limpá-lo, apenas ficou um balsâmico suave de fundo mas sem magoar, aroma completamente terciário, terroso, frutos secos, cogumelos, terra húmida, tabaco, ligeira tosta ainda sentida, compota de fruta preta suave, bendito ar, bendita decantação. Corpo com centro macio, menos exuberante que o aroma, menos afirmativo, ainda assim tudo correcto, tudo bem ligado, ainda com firmeza, não desaparece, aguenta-se e não nos falha, não deixa a prova desaparecer, conjunto seco, muito seco na periferia, crocante, conjunto leve, aberto, sem pesos, sem durezas, mostra harmonia bem conseguida ao ligar muito bem leveza, com secura e firmeza. Acidez muito boa e taninos ainda melhores, estes ajudam ao afinal do vinho, final longo q.b.


Castas: ND

Ficha Técnica 2003: indisponível

Vinhos Alves de Sousa: http://www.alvesdesousa.com/


Saúde,
Dr. Ribeiro

Prova

  • 8/10
    Aroma - 8/10
  • 7.8/10
    Corpo - 7.75/10
  • 8.3/10
    Acidez, Taninos, Final - 8.25/10
  • 8/10
    Análise Geral - 8/10
8/10

Suporte para avaliação

10 – Magnífico
9 – Excelente
8 – Muito Bom
7 – Acima da Média
6 – Bom
5 – Razoável
4 – Aceitável
3 – Básico

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